Edkc, em 13 maio 2009 - 02:32 , disse:
Eu calculo pela peça e volume de trabalho. Tem que se levar em consideração que particulares geralmente não aceitam valores altos mesmo, já empresas e outros profissionais podem pagar sem reclamar.
O que levar em conta na hora de calcular:
- Volume: você pode fazer um abatimento se o cliente tem um volume grande de serviço, mas não faça o mesmo se além de volume existir prazo apertado, ai nesse caso cobre mais assegure o prazo e não faça feio!
- Prazo: quanto menor, mais caro. Tem quem te traga mil arquivos/imagens a serem tratadas manualmente e queira isso para ontem. Neste caso pode cobrar com gosto, sem reduzir na qualidade que deve ser discutida ANTES DE TUDO.
- Qualidade/Uso: combine isso antes de tudo! Resolução, uso,qualidade final, output etc. Se a peça vai ser impressa, pode ser que precise pelo menos uma anotação, não precisa ser muito caxias, mas pergunte e anote todas as configurações que o cliente demandar, (o pior é que às vezes nem ele sabe o que deve ser feito). Alguns clientes podem só dizer "deixa em tal formato" ou pedir um "arquivo só para imprimir uma amostra" (que saco este último!). Coisas para web/apresentações são bem mais fáceis de lidar e às vezes bem simples de se fazer.
E por último mas não menos importante: Para quem você está fazendo o serviço. Não é "olhar o preço na cara no freguês" é adequar o custo ao cliente. Por exemplo, uma editora pode precisar sempre do seu serviço e são todas tarefas simples, nada de muito artístico, então não tem como cobrar uma nota como se fosse uma Obra de Arte. Enquanto uma pessoa comum, pode te pedir uma montagem/edição porque vai fazer um poster a ser emoldurado, nestes casos, a pessoa pode ser tão exigente e demandar tanto tempo($) e paciência($) que você precisa cobrar mesmo.
E vice-versa ou os dois juntos ao contrário
Infelizmente tem quem reconheça muito mal o trabalho das pessoas, pagam mal e depois ainda reclamam de coisas mal-executadas. Isso em todas as áreas, não é só em relação à arte. A gente acaba fazendo as coisas direito porque gosta não porque há reconhecimento.
as melhores dicas estão aqui que a EDKC citou, não tem o que tirar e por é só ler, ponderar e cobrar.
Andreher, em 13 maio 2009 - 08:14 , disse:
pois eh,
a coisa é ainda pior pra nos publicitarios.... quando trabalhando em free lancer diretamente com clientes muitas vezes temos que desvalorizar nosso conhecimento para manter o cliente em um orçamento adequado a ele.
As pessoas que tem formação tecnica em design por ai são muito bons pra criar logos , peças artisticas etc,porem na hora de vender o produto a teoria da publicidade e marketing é o principal.
Vejo muitas peças por ai lindas, mas altamente ineficazes por falta do conhecimento teorico da venda, redação publicitaria, pesquisas etc.... oq acaba desmotivando os clientes, que pagam caro por uma peça que ficou muito bonita mas nao "colocou clientes na loja"
com os pequenos clientes descrentes do poder da "propaganda" tendem a querer pagar cada vez menos pelos trabalhos e muitas vezes até deixando de lado o trabalho.
tudo isso pq as vezes temos que competir com a molecada que acabou de terminar seu cursino de photoshop/corel/illustrator e acabam "conquistando" os micro clientes com seus preços ridiculos....
mas ai tbm acaba caindo no que o pantoja falou.... ao pagar um designer ou esses "projetos de designer"(molecada que acabou de completa um cursinho na SOS), para fazer uma peça ou mini campanha publicitaria o cliente que acaba se dando mal
eu acredito nisso que você disse porque trabalho com isso mais eu vejo outro lado da moeda também, designer que se dizem designer mas não sabem projetar
são ótimo em conceitualizar e desenvolver peças e não estou falando dos 'micreiros' que fazem cursos de 3 meses de ferramentas gráficas, to falando de pessoas que cursam 4 anos de faculdade na área, que não sabem projetar, prospectar e vender um projeto.
na boa ??
um designer BOM .. profissional .. não disputa mercado com 'micreiros'... clientes gostam de NUMEROS, se você provar B + C que aquela identidade corporativa agregada a uma nova identidade visual e a campanha que você está projetando vai dar um lucro de XXXX % a mais no final do semestre/ano, ele pode até questionar, vai analisar e concerteza aprovar, pq é lucro... agora se você chegar com uma campanha, uma logo bacana.. bonitinha..com conceito... e isso não dizer mais nada pra ele, não dizer que ele vai ter lucro com isso, concerteza vai ser um projeto perdido, ou famoso "TIRO NO PÉ"
Masterofice, em 22 agosto 2009 - 01:05 , disse:
Aqui em natal o povo chora muito... como eu num tenho muita fama na cidade, meus trabalhos free lancer sempre são abaixo de $50, no entanto, na maioria das vezes eu não gasto muito tempo, pois os trampos que pego são mais informativos, destinados a informação mesmo, como cartazes, panfletos, etc... To fazendo um myspace pra um amigo meu nem vou poder cobrar mais do que 25 reais pois o bicho tá me ajudando muito, além de fazer parte da minha banda, eu achei esse tópico muito útil.. Gostei mesmo vou até por nos favoritos.
antes pra amigos eu tb fazia de graça, mas ai foi meu problema o "boca-a-boca" ... "o coxao fez de graça pra mim" saca.... entãou eu cobro, não o que cobraria pro mercado mas cobro, eu to estudando pra isso e ralo pra isso, não posso me prostituir porque é pra um amigo, o que posso é fazer um "preço camarada", troca de favores, troca de serviços e por ai vai...
e tipo na boa... se você ta vendendo esses desenhos magníficos que tu faz por $50 você ta se prostituindo e muito.... nao vende muito na sua cidade ??? existem centenas de comunidade artísticas como o DEVIANTART e outros que vendem sua arte, monta uma loja virtual, um site seu... SE VIRA ! esperar cliente bater na sua porta e querer comprar uma tela por R$ 5.000 só depois de anos de mercado e com muito nome na praça pra conseguir isso!!
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sobre DESIGN, fugindo ao tópico.... design BOM e PROFISSIONAL não concorre falando mercadologicamente com micreiros ou "molecada"... não mesmo !!
...e quanto cobrar a melhor dica que li foi da
EDKC ali diz tudo, não exatamente O QUANTO, mais de que forma, eu por exemplo não vou cobrar o mesmo valor de um tratamento para um fotografia que vai circular em uma revista a nível nacional ou uma propaganda da DIESEL do que do tiozinho da confecção da minha cidade que também é meu cliente e vai usar uma foto pra uma campanha regional.